58% dos portugueses está a comprar menos roupa

Um estudo divulgado pelo Observador Cetelem conclui que, para fazer face à crise, a classe média portuguesa está a cortar o consumo sobretudo em áreas como vestuário, lazer e viagens, combustível e alimentação.

O estudo, que incide sobre os comportamentos e as tendências de consumo das classes médias europeias, resulta de inquéritos a 6500 europeus com mais de 18 anos de 12 países europeus (Alemanha, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Rússia e Eslováquia).

De acordo com o Observador Cetelem, as despesas opcionais têm sido as mais sacrificadas pelos portugueses. 58% dos inquiridos admite que já reduziu significativamente as despesas com vesturário, ao passo que 55% preferiu cortar em viagens e actividades de lazer.

A seguir às depesas opcionais, surgem os “itens de despesa relativamente fáceis de anular, mas que têm um impacto significativo em termos de qualidade de vida”, tais como deslocações, combustíveis e energia (44%) ou a redução da qualidade e diversidade da alimentação (32%) , conclui o estudo.

«Se estas reduções de despesas não traduzem forçosamente uma descida do nível de vida, pois podem corresponder apenas a determinados esforços adoptados para encontrar o “plano bom”, constituem um custo moral, na medida em que podem gerar um sentimento de frustração que varia fortemente consoante o tipo de despesas que foram sacrificadas», defende Diogo Lopes Pereira, responsável de Marketing do Cetelem.

O estudo revela ainda que os itens sacrificados em último recurso pelas classes médias portuguesas são a educação (8%), e a saúde e seguros (15%).

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