Metade das mulheres portuguesas (49%) gostaria de ter tido acesso a informação sobre saúde reprodutiva mais cedo, e 9 em cada 10 (94%) sentem o impacto de sintomas associados ao ciclo menstrual. Estas são algumas das principais conclusões do estudo “Saúde e bem-estar das mulheres, entre o saber e o sentir”, promovido pela Wells, que alerta para um “ciclo de desinformação” que atravessa todas as fases da vida da mulher, desde o ciclo menstrual à fertilidade, gravidez e pós-parto.
O estudo foi realizado pela Ipsos Apeme junto de uma amostra de 1200 mulheres entre os 16 e os 55 anos, em diferentes fases da vida reprodutiva, e aborda diversos temas relacionados com a saúde da mulher, nomeadamente a saúde reprodutiva, ciclo menstrual, fertilidade e maternidade.
O inquérito revela que “o desconhecimento é uma constante que se cruza com uma profunda influência no bem-estar físico e emocional ao longo da vida reprodutiva da mulher”. A intensidade dos sintomas menstruais, por exemplo, é um factor crítico: para mais de metade daquelas que os experienciam (56%), as consequências nas suas vidas são consideradas “fortes”. Já quem vive com irregularidade menstrual reporta maior mal-estar emocional (51%) do que quem tem um ciclo regular (43%).
A par deste facto, o desconhecimento sobre o próprio ciclo é sentido pela maioria das inquiridas: 70% não sabem identificar a sua janela de fertilidade – uma realidade que se aplica a uma em cada duas mulheres que está activamente a tentar engravidar. A este cenário junta-se ainda a pressão social, com uma em cada três mulheres (32%) a admitir já ter sentido pressão para ser mãe, um factor que a maioria (64%) reconhece ter um efeito emocional negativo.
«Este estudo confirma o hiato profundo entre as dúvidas das mulheres e o acesso a informação credível, com consequências reais na sua saúde reprodutiva. A literacia em saúde é, por isso, a ferramenta mais poderosa que podemos dar-lhes para que tomem as rédeas do seu bem-estar», afirma em comunicado Teresa Almeida Santos, médica ginecologista-obstetra e coordenadora científica do estudo.
A apresentação deste estudo representa mais um passo no compromisso estratégico da Wells com o bem-estar da mulher. «Através deste estudo, a Wells contribui para identificar a raiz de um problema silencioso que afecta milhares de mulheres. O nosso compromisso é claro: continuar a sensibilizar, informar, quebrar tabus, para que as mulheres se sintam mais seguras e capacitadas para tomar decisões informadas em todas as suas fases, porque acreditamos que o conhecimento é a base do bem-estar», salienta Marta Castro, head of Brand & Marketing da Wells.
A marca dá assim continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos em áreas como a menopausa e, mais recentemente, a fertilidade, num projecto que conta com o apoio institucional da Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) e da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR).












