4 medidas para salvar o audiovisual português

Levar o audiovisual português além-fronteiras poderá não ser tão utópico quanto isso. Um estudo elaborado pela EY, em parceria com a Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT), revela quais as medidas a implementar para tornar a internacionalização realidade – bem como a consolidação no mercado nacional.

Em primeiro lugar, é necessário criar incentivos regulamentares, financeiros e fiscais de apoio à produção nacional. É necessária também a criação de conteúdos adaptados aos mercados externos, que possam ser exportados.

O estudo aponta ainda para uma aposta reforçada no crescimento do product placement, enquanto estratégia alternativa à publicidade tradicional. No mesmo sentido, a EY e a APIT alertam para a importância do desenvolvimento de conteúdos apelativos que garantam audiências, investimento publicitário e sustentabilidade imediata.

O estudo enquadra a aposta no audiovisual com a constatação de que, nos últimos anos, os portugueses têm preferido o consumo dentro de casa, deixando para segundo plano as idas ao cinema, teatro e exposições. Há, por isso, aqui uma oportunidade para a produção de conteúdos audiovisuais (sejam séries, novelas ou programas de entretenimento, entre outros).

Além disso, em Portugal, o consumo televisivo situa-se entre as quatro e cinco horas diárias, em média.

O consumo de televisão online desempenha também um papel importante, uma vez que 70% das pessoas entre os 15 e os 24 anos vê conteúdos de vídeo online. Perante este cenário, torna-se imperativo estudar fontes de receita alternativas à publicidade, nomeadamente o product placement.

«O desenho de uma estratégia actual e orientada para o sector do audiovisual português terá que ter por base a identificação do reposicionamento desta indústria na cadeia de valor das indústrias culturais – com a televisão a ganhar, paulatinamente, “espaço” e “tempo” em relação ao cinema, e com a consciência de que o ecossistema económico, jurídico e regulador nacional necessita de ser repensado e reformulado», comenta Hermano Rodrigues, coordenador do estudo.

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