3 dicas da Google para os anunciantes

Depois de revelar que removeu 2,3 mil milhões de maus anúncios no ano passado, a Google quer partilhar com as marcas algumas dicas no sentido de evitarem o desenvolvimento de conteúdos que de alguma forma violem as suas políticas. Até porque, segundo a tecnológica, o bloqueio de anúncios é uma má notícia para todos na publicidade digital, incluindo publishers que dependem das receitas publicitárias.

Partindo do princípio de que o bloqueio de anúncios é um sintoma de uma experiência deficiente do utilizador, eis três dicas da Google para melhorar a situação – identificadas pela Coalition for Better Ads:

1 – Maus formatos de anúncios podem ser prejudiciais. Existem quatro categorias de anúncios de desktop web e oito topos de anúncios mobile que estão abaixo do que é aceitável para os utilizadores: depois de entrevistar mais de 66 mil pessoas, a Coalition for Better Ads concluiu que metade não voltaria a visitar ou partilhar uma página que tivesse um anúncio pop-up. Além disso, muitos utilizadores de desktop ficam irritados com os anúncios em vídeo que reproduzem o som automaticamente e a maioria evita websites com anúncios fixos que dificultam a leitura do resto da página.

Em ambiente mobile, os utilizadores dizem não gostar de páginas com uma densidade de anúncios superior a 30%, bem como de anúncios animados intermitentes, anúncios prestitial com contagem decrescente ou scroll over em todo o espaço;

2 – Converter “maus anúncios” em bons anúncios. A Coalition for Better Ads descobriu que os anúncios estreitos exibidos no lado direito da página em computadores ou pequenos anúncios fixos na parte superior do ecrã do telemóvel são aceites. Também percebeu que pode ser uma boa aposta converter os formatos mais irritantes (como pop-ups) noutros menos intrusivos (como anúncios em ecrã inteiro);

3 – Verificar se a experiência de anúncio cumpre os standards. A Google disponibiliza aos anunciantes um relatório de experiência de anúncio que permite perceber o que está a funcionar ou não. Esta ferramenta analisa um conjunto de páginas do website de determinada marca, identifica os anúncios que poderão não estar a cumprir os standards e oferece a possibilidade de remoção ou substituição dos mesmo. No fim, efectua uma revisão.

Segundo a Google, caso a marca não tenha anúncios pop-up ou anúncios que carreguem automaticamente no seu website é provável que os standards estejam a ser cumpridos: cerca de 98% dos websites não registam violações.

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