2019 será o ano das marcas activistas

O activismo nas marcas será uma das tendências em 2019, prevendo-se que assumam posições e se associem a determinadas causas ganhando, com isso, novos públicos.

Nuno Moura, Chief Marketing Officer (CMO) da Federação Portuguesa de Futebol, afirma que, à semelhança do que a Nike fez com Colin Kaepernick, outras marcas seguirão o mesmo rumo.

«As marcas vão abraçar causas, ainda que polémicas, e vão fazer statements com essa estratégia. Começam a aparecer exemplos, como a Patagonia, que abraça as causas ambientais. As marcas vão ser mais corajosas. Mas não serão tomadas decisões inconscientes, serão bem medidas. Estamos a falar de empresas, cujo objectivo é o lucro. Nenhuma dessas marcas fará algo que possa colocar em causa o lucro que gera. Tudo o que faça será para aumentar o retorno comercial da marca», afirma o responsável, no âmbito das FoolTalks, a iniciativa da Fullsix para celebrar o seu 18.º aniversário – e que a Marketeer transmitiu em directo na sua página de Facebook.

Live – Nuno Moura (FPF) e António Neves (Google)

Geplaatst door Revista Marketeer op Donderdag 18 oktober 2018

O CMO vinca ainda que, ao assumirem este rumo, as marcas estarão a recrutar um segmento de consumidores que irá compensar o retorno comercial que pretendem gerar.

Influenciadores perdem influência

Outro dos presentes nas FoolTalks foi Miguel Raposo, consultor de Influencer Marketing, e alerta para a possibilidade de alguns influenciadores perderem relevância. De acordo com o responsável, as marcas passarão a privilegiar o conteúdo ao invés da dimensão dos protagonistas a que se associam.

«As marcas estão a procurar os criadores de conteúdos. Os influenciadores são veículos de informação. O conteúdo é mais relevante e o futuro passará pela sua optimização. Tenho vindo a trabalhar com marcas para que percebam realmente quem são os influenciadores digitais ou até figuras públicas que justificam uma parceria. Em Portugal, os grandes influenciadores têm um carreira: a Cristina Ferreira, por exemplo, é apresentadora. Em oposição, os youtubers mais jovens não têm outra actividade», explica Miguel Raposo, referindo que esta mudança de foco para o conteúdo ainda não se verifica junto da maioria destes protagonistas digitais.

Texto de Rafael Paiva Reis
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