16% das seguradoras a nível mundial não oferece apoio à saúde mental

O mais recente estudo da Mercer Marsh Benefits revela que, apesar de os riscos emocionais e/ou mentais constituírem o terceiro maior factor em termos de influência nos custos médicos, 16% das seguradoras a nível mundial não oferece qualquer apoio à saúde mental. Ainda assim, nota-se uma evolução positiva, uma vez que estes 16% contrastam com os 26% registados em 2021.

De acordo com a mesma análise, dois terços das seguradoras (66%) indica cobrir sessões de acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, mas, na prática, dois terços dessas seguradoras cobrem apenas 10 sessões ou menos. Pressupondo que é feita uma sessão por semana, significa que o plano cobre apenas 20% das despesas médicas, o que se revela, na perspectiva da Mercer Marsh, insuficiente.

«É positivo ver que existe uma maior preocupação das seguradoras com a saúde mental, mas estão ainda aquém das necessidades. Os profissionais de RH terão de avaliar cuidadosamente os níveis de cobertura, garantindo que os colaboradores têm o apoio necessário», comenta Miguel Ros Galego, Business leader da Mercer Marsh Benefits Portugal.

De um modo mais geral, os dados apontam para a tendência de os gastos em seguros de saúde regressarem aos níveis pré-pandemia: a taxa global de 10,1% em 2021 deverá ser largamente ultrapassada em 2022 (12,7%) e em 2023 (12,6%). Até porque a inflação não parece estar a afectar os custos com saúde na mesma medida do que está a acontecer nos preços da energia e dos alimentos, por exemplo. Contudo, é um factor de ponderação para os gastos em benefícios planeados para 2023 pelas empresas.

O estudo “MMB Health Trends 2023” tem por base inquéritos a 226 seguradoras de 56 países e revela, ainda, que mais de dois terços (68%) das seguradoras acreditam que as organizações farão melhorias nos planos de saúde, de forma a promover a atracção e retenção de talento e o compromisso dos colaboradores, utilizando os benefícios como uma forma de diferenciação num mercado de trabalho competitivo. Esta tendência verifica-se sobretudo na Ásia (73%) e na Europa (73%).

Segundo Miguel Ros Galego, «as organizações devem preparar-se para um aumento da inflação e da tendência dos custos em saúde, mas terão de conseguir um equilíbrio entre o lado financeiro e a gestão das pessoas. Num mercado de trabalho pressionado, os planos de saúde continuam a ser um importante factor distintivo. É necessário ouvir os colaboradores e priorizar os benefícios e programas que mais valorizam».

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