10 mentiras sobre Relações Públicas

As agências de Relações Públicas e as equipas in-house dedicadas a este tema nem sempre avançam com as práticas mais actuais e com mais sentido tendo em conta o consumidor e realidade de hoje. Quem o diz é Steve Olenski, colaborador da revista Forbes, que quer trazer alguma luz a este problema com uma lista de 10 mentiras sobre Relações Públicas que podem estar a afectar as marcas.

Mentira nº 1 – Os consumidores devem comunicar os valores da marca

Esta é definitivamente a era dos influencers mas, ainda assim, não significa que o peso de passar os valores da marca deva ser entregue exclusivamente aos consumidores. «Somos profundamente crentes no jornalismo do cidadão mas este é um exercício infrutífero quando não é providenciada uma direcção clara aos influencers.»

Mentira nº 2 – As Relações Públicas são um substituto do Marketing

Relações Públicas são Marketing, diz Steve Olenski, e, por isso, não devem ser tratadas como enteadas. As duas áreas fundiram-se e devem trabalhar juntas, acabando com a ideia de que apenas pode existir uma ou outra.

Mentira nº 3 – Um press realese e dois telefonemas de follow up são igual a trabalho feito

«Só porque um jornalista vê o press release, não importa o quanto tenha sido pensado e planeado, não significa que ficará interessado em explorar a história.» Isto significa que talvez seja melhor abordar apenas alguns jornalistas e estreitar uma relação com eles do que enviar o mesmo comunicado em massa para dezenas ou centenas de profissionais.

Mentira nº 4 – Os jornalistas de imprensa são redundantes

O papel pode estar a cair mas não deve ser ignorado. É necessário ainda dar atenção a meios regionais, por exemplo, bem como newsletters comunitárias e boletins locais. É neles que alguns dos consumidores confiam, por estarem mais próximos geograficamente.

Mentira nº 5 – Os jornalistas vão adorar-vos para a vida

«Quando está numa relação, pára de se esforçar pelo seu parceiro?» Steve Olenski acredita que as relações entre jornalistas e relações públicas devem ser semelhantes às de namorados. Conhecer os jornalistas não chega, é preciso saber algo sobre eles, falar com eles.

Mentira nº 6 – A Geração Z é redundante

Além de não ser boa ideia ignorar os jornalistas de imprensa, também não é boa ideia não prestar atenção à Geração Z (pessoas que nasceram entre 1996 e 2010). Comunicar para eles apenas daqui a 10 anos será tarde.

Mentira nº 7 – O Facebook e o Snapchat são suficientes

As redes sociais não se resumem a uma ou duas plataformas. É necessário perceber quais as redes sociais indicadas para cada marca e acção e adequar a estratégia de acordo com o público que está maioritariamente nessa rede.

Mentira nº 8 – Continue a modelar a verdade

Alterar os factos em proveito da marca que representam não é uma boa política para as agências de Relações Públicas – que foram conquistando esta fama ao longo dos anos. É da sua responsabilidade re-apresentar as histórias ao público de forma a que a integridade da marca se mantenha mas sem enganar os media.

Mentira nº 9 – Todos os “stunts” tornam-se virais

Os “stunts”, truques ou eventos aparatosos no mundo publicitário, nem sempre se tornam virais. Criar algo deste género e esperar que corra bem sozinho não é a melhor ideia. É preciso que faça sentido tendo em conta a marca que representa e que possa ser explicado com coerência.

Mentira nº 10 – Influencers batem cobertura mediática

Contar exclusivamente com a divulgação de influencers para garantir o sucesso da mensagem não é suficiente. Steve Olenski acredita que não se deve negar o trabalho jornalístico. «Encontre um equilíbrio entre o storytelling objectivo e subjectivo.»

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